domingo, 18 de setembro de 2011

A verdade... -Capítulo 15

Já nem sei em quem confiar. Será que Cynthia fez aquilo? Não contou ao meu pai que eu ia ficar mais tarde no colégio? Por que ela faria isso? Eu confiei nela, eu acreditei no lance dela poder mudar e se ela fez isso mesmo como ela quer que eu confie nela? Como?
Mas será que Tinna tem alguma coisa sobre isso? Será que ela contou mesmo pra Cynthia? Ou será que ela mentiu pra poder ficar na detenção comigo? Não sei se perdoaria ela por isso, não sei... Ah como eu queria poder acreditar. Isso é muito confuso...
Toc Toc
_Quem é?-Eu disse sem nenhum pouco de felicidade.
_Seu pai. Abre essa porta tem alguém querendo falar com você no telefone.
_Não quero atender ninguém. Mas fala quem é para eu poder saber para depois quando tiver vontade ligar para a pessoa.
_É uma tal de Jenny. Ela falou que é algo muito importante que tem que falar agora.
_Jenny? Jenny? Passa logo o telefone aqui já!! -Abri a porta e peguei o telefone depressa.
Falando no telefone
_Oi Jenny, tudo bom?
_Tudo. E então Charlie, o que me diz? Vão voltar a ter a banda?
_Hm... Não sei... Ainda não disse para meu pai e nem para os pais do P1, o vocalista da banda. Mas os outros dois toparam.
_Então fala logo com seu pai e com os pais do P1. Eu preciso dessa resposta hoje, ouviu? Senão cancelo tudo e contrato outra banda.
_Nãooooooo!!! Tudo bem eu falo. Te ligo depois ok? Me dá 15 minutinhos pra falar com o velho e com os pais do P1? Por favor, eu quero muito voltar a cantar, a tocar...
_Tudo bem. 15 minutos, ok? Nada mais.
_Ok.
Então desci as escadas e fui até meu velho tentar convencê-lo para eu poder voltar a tocar na banda. Não sei se vai dar muito certo, porque meu pai é "osso duro de roer".
_Pai? Posso falar com o senhor alguns minutinhos?
_Por que? Vai querer me interromper no meu momento de leitura?
_Desculpa, é só alguns minutinhos. Não quero acabar com seu momento. Só me dá uns instantes. Com a Cynthia não tem esse negócio, mas comigo o senhor é duro, não sei por que, mas é.
_Não começa, senão não dou nem um minuto. Vai logo, já perdeu muitos minutinhos.
_Tudo bem. -Odeio a maneira como ele me trata, mas vamos lá. -Ei pai, a moça do telefone, a Jenny, ela quer uma resposta, apenas de mim, se pode voltar com a banda. Eu quero muito e estou aqui te pedindo se posso. Já que sou de menor ainda e não posso tomar as decisões sozinho, o senhor me dá sua permissão para eu poder voltar a banda? Eu posso?
 _Se você quer se quebrar de novo, tudo bem, mas eu não vou pagar hospital nenhum, ok? Ah e se quer saber, cantar não dá muito futuro não hein?
_Meu... Seu otimismo é uma loucura... Nossa... E ainda por cima é meu pai, não acredito. Parece que nem sou seu filho.
_Sai. Da. Sala. A-G-O-R-A!!!
_Ok. Mas fique sabendo que quando ficar famoso não vem querer autógrafo ou meu dinheiro falou?
_SAI!!!!
E é por isso que amo meu pai. Risos. Agora vocês entendem o que eu passo com o meu velho? Ele me ama tanto que até fico sufocado. Nossa... Que amor!
Peguei o telefone e liguei para falar com os pais do P1.
No telefone...
_Oi é o Charlie.
_Oi Charlie. O que foi?
_Eu queria dizer se o P1 pode voltar para a banda, pois a nossa gravadora ligou e quer que nós voltemos a cantar. E queria sua permissão pois só falta a senhora para deixar. Por favor, deixa o P1 voltar!!
_Não Charlie! Eu não quero que o meu Patrick se machuque de novo. Fique muito preocupada quando vocês se machucaram. Não quero correr esse risco mais uma vez. Sinto muito.
_Ah senhora, eu quero tanto voltar a ter a banda e sei que os outros e o P1 também quer. Por favor deixa, isso acontece. As vezes isso precisa acontecer pra nós aprendermos que na vida a gente cai, se diverte... Por favor, prometo que vamos nos comportar, que vamos nos cuidar...
_Charlie... Ai que aperto no coração... Não quero me arrepender de ter deixado Patrick voltar a cantar. Mas esse é o sonho dele desde criança. E ele já está grandinho. Tudo bem Charlie, eu deixo. Mas juízo hein?
_Tudo bem senhora. Você não vai se arrepender. Beijos e tchau.
_Tchau Charlie!

Fiquei muito contente dela ter deixado, achei que ela não ia deixar mas ainda bem que ela deixou. Liguei para a Jenny e falei que podemos ter a banda. Ela falou "Que ótimo, e disse que o ensaio começa na semana que vem." Eu disse"Que maravilha" e desliguei.
Meu que felicidade, voltar a banda, poder cantar, sentir as vibrações dos fãs de novo... Que demais!!!
Alguns minutos depois... 
Toc toc
_Quem é?
_Cynthia. Quero falar com você.
_O que foi? -Abrindo a porta
_Quero dizer que a Tinna não veio falar comigo aquele dia. Eu nem sabia que você estava de detenção e quem acabou me levando pra casa foi o Michael, um amigo meu. Eu fiquei bem preocupada mas se você não acredita em mim, fala com o Michael que não apareceu ninguém pra falar comigo. Se ela tivesse falado eu contaria para o pai pois você confiou em mim e não quero estragar essa confiança. Por favor, acredita em mim, Charlie.
_Você tem o telefone desse Michael?
_Tenho, está aqui.
No telefone...
_Oi Michael.
_Oi Charlie.
_Eu quero dizer... É verdade que quando você levou minha irmã pra casa, não veio ninguém pra falar com ela?
_Não que me lembre.
_Tem certeza? Posso confiar em você? Ela te pagou pra dizer isso?
_Ahn... Tenho. E pode confiar, eu gosto muito da sua irmã e sei que ela não faria uma coisa dessas.
_Tudo bem Michael, desculpa atrapalhar ai.
_Que nada.
_Tchau.
_Tchau. -Desliguei o telefone.

_Bom... pelo o que ele me disse, você estava falando a verdade. Mas não sei se posso confiar, pois qualquer um pode dizer aquilo. Vou falar com Tinna, sei que não vai adiantar muito mas não custa nada tentar.
_Ok Charlie.

Fui até o quarto de hóspedes onde fica a Tinna e...
Toc Toc
_Quem é?
_Charlie.
_O que foi? -Abrindo a porta
_Quero falar uma coisa com você.
_Fale.
_Minha irmã foi lá no meu quarto e disse que você não foi falar com ela. Isso é verdade? Não minta pra mim, por favor. eu já estou muito confuso com essa história toda e ainda o meu pai não tem nenhuma consideração comigo, ele me odeia.
_Não fala assim Charlie.
_É verdade. Mas agora me responda: É verdade?
_Ok, eu conto. -chorando- Eu queria muito ficar com você, queria muito ficar na detenção contigo pois não aguentava te ver desse jeito. Não contei pra sua irmã porque ela já tinha ido embora e meu celular tinha acabado a bateria. Me desculpa por te colocar em mais uma encrenca com seu pai. Não era essa minha intenção.
_Tinna... Não fique assim... - Abraçando.
_Charlie... Devia ter dito antes isso. Não queria te deixar confuso. Me desculpe mais uma vez.
_Tudo bem Tinna. Te desculpo, agora vamos esquecer essa história, não vai adiantar ficar assim. O meu pai não vai ser melhor se escutar isso. Ele me odeia e vai ser sempre assim. Ele nunca vai ficar orgulhoso de mim, nunca vai ficar feliz comigo.
_Charlie...
_Tinna... -Nos entreolhamos, ficamos corados... -Eu... Tenho que te contar uma coisa.
_O quê?
_Vou cantar de novo.
_Você vai ter a banda de novo?
_Sim. E eu sei que você não gosta da banda, mas eu queria te contar isso.
_Charlie... Eu...
_O quê?
_Nada não. Que bom que você voltou com a banda. Acho que você está super animado com isso né?
_Muito.
_Mas você vai continuar estudando não é?
_Sim, com certeza.
_Ah, que bom.
_Por quê?
_Por... Por... Por nada. Só pra saber. Pura curiosidade.
_Hm... Tudo bem.

Fui para o meu quarto e tudo ficou resolvido. Não estou mais confuso. Cynthia não mentiu pra mim, e isso é bom. Mas uma coisa é certa: Tinna estava bastante corada. Ela não ficou brava por eu ter falado da banda, já que no começo quando nos conhecemos ela odiava. Não estou entendendo.

No dia seguinte...

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