Se o Charlie não voltar pra casa, acho que vou ter que ir embora... Não quero ficar aqui se a pessoa que deixou eu ficar não vai está, não quero!!! De jeito nenhum vou ficar aqui, preciso sair, preciso achar o meu verdadeiro lugar, quero mostrar um dia ao Charlie que serei uma pessoa melhor. Não essa horrível, essa ridícula!
Ah se pudesse, se pudesse voltar atrás, voltar nessa terrível história e poder apagar, poder fazer de novo mas de maneira diferente, uma maneira melhor. Não deveria ter contado a verdade a ele, não deveria ter sido sincera. As vezes sinceridade acaba com tudo, porque acabou com a minha amizade com Charlie e agora ele não quer nem olhar na minha cara. Que ódio!!!
Ah essa hora ele já deve está longe, na casa de algum amigo, ou... Voltou com o ensaio da banda. Ai como eu queria está lá apoiando e escutando uma das músicas dele. Eu posso ter dito que odiava no começo, mas na verdade eu senti um pouco de inveja da minha amiga quando foi no show deles, mas fiquei com pena, pois sofreram aquele acidente no palco. E voltando, eu gosto muito da música deles, muito mesmo.
No estúdio de gravação...
Todos tinham gostado da minha música. Fiquei muito contente por isso, mas ainda sinto saudades de conversar com Tinna. Ela não sai da minha cabeça, eu sinto muita raiva disso, pois eu quero esquecer mas continuo a lembrar.
Jenny nos disse que tinha uma surpresa pra gente. Ela falou que na semana que vem chega um festival de música na cidade. E ela já inscreveu a gente. Tipo foi muito espontâneo, muito rápido e sem nos consultar. Mas a galera toda gostou e que vamos tocar nesse festival. Meu... Que demais!
No estúdio de gravação...
Todos tinham gostado da minha música. Fiquei muito contente por isso, mas ainda sinto saudades de conversar com Tinna. Ela não sai da minha cabeça, eu sinto muita raiva disso, pois eu quero esquecer mas continuo a lembrar.
Jenny nos disse que tinha uma surpresa pra gente. Ela falou que na semana que vem chega um festival de música na cidade. E ela já inscreveu a gente. Tipo foi muito espontâneo, muito rápido e sem nos consultar. Mas a galera toda gostou e que vamos tocar nesse festival. Meu... Que demais!
Chegando na casa do R3, no quarto dele...
A mãe do R3 entrou no quarto dele e o abraçou pois estava muito feliz por ele ter finalmente arrumado o quarto. Ela até deixou ele ir na festa de um amigo dele que ia ter essa semana. Tipo um presente por ele ter arrumado seu quarto. Mas eu tive um dedo nessa história. EU arrumei o quarto, EU devia está ganhando o crédito. Mas ele é meu melhor amigo, me deixou ficar na casa dele, eu tive que me redimir, tive que ajudá-lo. Ele me olhou e disse em um sussurro: "Obrigado. Você salvou minha vida cara." Nossa... ajudei um cara, ajudei um brother, eu sou demais mesmo, não sou? Hahaha
Enquanto isso na casa dos Hustton...
O pai do Charlie se sentou no sofá, pegou seu habitual jornal e ficou pensando por um tempo. Nisso percebeu uma coisa e falou para Cynthia que estava ao lado dele fazendo seu dever de casa.
_Filha, cadê seu irmão? Não o vejo a dois dias.
_Ele... Ele está...-Não conseguia achar uma resposta agradável para seu pai. Nisso apareceu Tinna, que estava na cozinha mas escutou a conversa e foi ajudar Cynthia.
_Ele está na casa de um colega fazendo um trabalho de Inglês. É muito grande e daí precisa de bastante tempo pra fazer. -Ela tem mesmo um dom de mentir... Quer dizer, de achar respostas rápidas.
_Esse garoto está se interessando muito no colégio hein? Ele não é disso, é sempre desleixado com as coisas, nunca faz nada, e agora de repente começou a fazer. Muito estranho.
_Mas já está quase acabando o ano, já está na reta final. Agora é a hora pra tentar recuperar o tempo perdido.
_IR-RES-PON-SÁ-VEL. Isso que ele é. Um irresponsável. Só faz na última hora, sempre. Onde foi que eu errei? Onde? -Dito isso, foi subindo os degraus para ir ao seu quarto.
Passou alguma coisa na cabeça da Tinna, na qual ela disse isso alto, sem pensar. Ela disse: -Você devia ter um pouco de paciência com seu filho, ele faz de tudo pra ter um sorriso seu, e você sempre com essa cara de bravo. Não é a toa que ele fugiu. -Ops, Tinna falou demais. Não consegue ficar quieta.
_O quê? O que você disse? Ele fugiu? -Disse em tom de bravo. Tinna ficou um pouco assustada.
_Er... Sim. Ele fugiu. Por su... Sua causa! -Não ia querer falar que ela também tinha uma parcela de culpa por ele ter fugido.
_Por minha culpa? O que eu fiz, pra ele fugir?
_Ah, me poupe né? Você nem desconfia? Nem um pouco?
_Ahm?
_Charlie tem razão. Além de não perceber que ele existe, não percebe nem o próprio comportamento. Eu vou embora. Achei que o senhor fosse diferente. Achei que o que Charlie falava de você fosse da boca pra fora, tipo briga de pai e filho. Mas hoje percebi que ele está certo. Me desculpe por tudo, mas estou indo.
_Charlie falava de mim?
_Sim. Ele falava. Ele nunca falou bem de você pois você nunca mereceu. "Nunca presta atenção em mim, gosta mais da Cynthia do que eu." Era o que ele sempre dizia. E ele está certíssimo.
_Você está certa. Eu nunca dei bola pra ele. Desde que a mãe dele morreu. Eu a amava. Éramos tão felizes. Mas um dia, numa viagem, eu estava dirigindo, ela no meu lado, Charlie no banco traseiro e Cynthia na cadeirinha. Charlie estava brigando com Cynthia, ele nunca gostou dela, pois ele sempre achava que nós a amávamos mais do que ele. Minha mulher o mandava parar, mas não o parava. Eu já estava ficando nervoso, virei pra falar com Charlie com tom bravo e ele só tinha 5 anos. Nisso não estava dirigindo e então é que tivemos um acidente. Paramos no hospital, minha menina sofreu algumas fraturas. Charlie quebrou o braço, teve que engessar, eu só tive alguns pontos na perna e no braço e minha amada esposa não resistiu. Eu fiquei tão triste, pois eu a amava, ela tinha a vida toda pela frente, tão nova. E desde esse dia, eu culpo o Charlie por ter matado a mãe dele. Por ter me desconcentrado, e eu sei que ele só tinha 5 anos, mas eu estava com a cabeça tão quente que desde então eu faço essa diferença de amor, carinho... Com os dois.
_Nossa... Até que somos parecidos. Fizemos coisa ruins com Charlie.
_Você também fez algo de ruim para o Charlie?
_Fiz. Eu fugi de casa por causa de nota. Briguei com meu pai por causa de nota. E na escola no teste de história tirei nota baixa e fiquei muito mal que cortei um pouco do pulso e que desmaiei. Charlie que ligou para a ambulância. Ele ficou lá no hospital comigo e quando entrou no quarto fui muito grossa com ele. E mesmo assim não foi embora. Daí eu expliquei pra ele o motivo de eu ter feito isso, então ele contou a história dele que foi pior que a minha. Por eu ter feito algo tão banal, agora ele nem olha mais na minha cara, nem fala mais comigo. E agora sabemos o porque ele fugiu. Por nossa causa.
_Então você pediu ao Charlie, antes dele saber a verdade, pra ficar aqui em nossa casa? Se eu conhecesse bem o Charlie, diria que ele te amava.
_Sim. E por quê?
_Ninguém sem conhecer direito deixaria morar na casa de um, digamos que estranho. Com certeza ele te amava, com certeza.
_Nunca tinha visto por esse lado. Ele me amava... E eu estraguei tudo.
_Faz parte. A gente erra. Errar é humano, mas persisti no erro daí é burrice.
_Nem sei se agora Charlie irá me perdoar. Nem sei.
_Olha, eu não conheço muito bem o Charlie, mas se fosse você, iria pra casa, pedia desculpas para seu pai e viveria a vida. Porque se você ficar desse jeito se lamuriando, aí que você pode entrar em depressão. Então a melhor forma de fazer com que Charlie olhe pra você novamente, é mudar. Mude a atitude, faça algo em que o Charlie irá gostar, em que ficará com cara de bobão apaixonado.
_Mas será que vai dar certo?
_Tenho certeza. Vive a vida. Ela é muito curta pra desperdiçar com bobagens. Falo por experiência própria, como você ouviu.
_Com certeza.
Tinna foi ao quarto, pegou sua mochila, colocou todas as suas coisas. Foi até a sala, deu um beijo no rosto do pai do Charlie, e na da Cynthia. Disse a ele:
_Muito obrigada. Desculpe por tudo.
_Eu que tenho que me desculpar. Pode vir aqui visitar a gente, ok? Será muito bem-vinda.
_Valeu.
Pra Cynthia, ela disse:
_Desculpe por tudo ok?- Tirou o cordão dela e a deu na mão da Cynthia. Falou que era pra cuidar bem e pra que possa lembrar sempre dela.
_Eu te agradeço também por ter me ajudado. Valeu mesmo. -E as duas abraçaram-se.
Nisso ela se despediu, deu uma olhada na casa e se retirou. Demorou algumas quadras para que ela chegasse em sua residência. Quando chegou, bateu na porta, seu pai disse quem era? E ela falou que era sua admirada filha envergonhada e desesperada por um abraço e um pedido de desculpas. Ele abriu a porta, ficou extasiado por tê-la visto e a abraçou tão forte que não queria nunca mais soltar. Ela sussurrou no seu ouvido algo como "Sinto muito, por tudo. Eu te amo tanto, não queria nunca ter te magoado. Aprendi uma valiosa lição". Ele abriu um largo sorriso, colocou-a no seu colo e a abraçou mais uma vez. E disse algo como"Eu devia ter te segurado, ter conversado melhor...E Eu também te amo tanto". E os dois começaram a chorar... De felicidade!
Enquanto isso na casa dos Hustton...
O pai do Charlie se sentou no sofá, pegou seu habitual jornal e ficou pensando por um tempo. Nisso percebeu uma coisa e falou para Cynthia que estava ao lado dele fazendo seu dever de casa.
_Filha, cadê seu irmão? Não o vejo a dois dias.
_Ele... Ele está...-Não conseguia achar uma resposta agradável para seu pai. Nisso apareceu Tinna, que estava na cozinha mas escutou a conversa e foi ajudar Cynthia.
_Ele está na casa de um colega fazendo um trabalho de Inglês. É muito grande e daí precisa de bastante tempo pra fazer. -Ela tem mesmo um dom de mentir... Quer dizer, de achar respostas rápidas.
_Esse garoto está se interessando muito no colégio hein? Ele não é disso, é sempre desleixado com as coisas, nunca faz nada, e agora de repente começou a fazer. Muito estranho.
_Mas já está quase acabando o ano, já está na reta final. Agora é a hora pra tentar recuperar o tempo perdido.
_IR-RES-PON-SÁ-VEL. Isso que ele é. Um irresponsável. Só faz na última hora, sempre. Onde foi que eu errei? Onde? -Dito isso, foi subindo os degraus para ir ao seu quarto.
Passou alguma coisa na cabeça da Tinna, na qual ela disse isso alto, sem pensar. Ela disse: -Você devia ter um pouco de paciência com seu filho, ele faz de tudo pra ter um sorriso seu, e você sempre com essa cara de bravo. Não é a toa que ele fugiu. -Ops, Tinna falou demais. Não consegue ficar quieta.
_O quê? O que você disse? Ele fugiu? -Disse em tom de bravo. Tinna ficou um pouco assustada.
_Er... Sim. Ele fugiu. Por su... Sua causa! -Não ia querer falar que ela também tinha uma parcela de culpa por ele ter fugido.
_Por minha culpa? O que eu fiz, pra ele fugir?
_Ah, me poupe né? Você nem desconfia? Nem um pouco?
_Ahm?
_Charlie tem razão. Além de não perceber que ele existe, não percebe nem o próprio comportamento. Eu vou embora. Achei que o senhor fosse diferente. Achei que o que Charlie falava de você fosse da boca pra fora, tipo briga de pai e filho. Mas hoje percebi que ele está certo. Me desculpe por tudo, mas estou indo.
_Charlie falava de mim?
_Sim. Ele falava. Ele nunca falou bem de você pois você nunca mereceu. "Nunca presta atenção em mim, gosta mais da Cynthia do que eu." Era o que ele sempre dizia. E ele está certíssimo.
_Você está certa. Eu nunca dei bola pra ele. Desde que a mãe dele morreu. Eu a amava. Éramos tão felizes. Mas um dia, numa viagem, eu estava dirigindo, ela no meu lado, Charlie no banco traseiro e Cynthia na cadeirinha. Charlie estava brigando com Cynthia, ele nunca gostou dela, pois ele sempre achava que nós a amávamos mais do que ele. Minha mulher o mandava parar, mas não o parava. Eu já estava ficando nervoso, virei pra falar com Charlie com tom bravo e ele só tinha 5 anos. Nisso não estava dirigindo e então é que tivemos um acidente. Paramos no hospital, minha menina sofreu algumas fraturas. Charlie quebrou o braço, teve que engessar, eu só tive alguns pontos na perna e no braço e minha amada esposa não resistiu. Eu fiquei tão triste, pois eu a amava, ela tinha a vida toda pela frente, tão nova. E desde esse dia, eu culpo o Charlie por ter matado a mãe dele. Por ter me desconcentrado, e eu sei que ele só tinha 5 anos, mas eu estava com a cabeça tão quente que desde então eu faço essa diferença de amor, carinho... Com os dois.
_Nossa... Até que somos parecidos. Fizemos coisa ruins com Charlie.
_Você também fez algo de ruim para o Charlie?
_Fiz. Eu fugi de casa por causa de nota. Briguei com meu pai por causa de nota. E na escola no teste de história tirei nota baixa e fiquei muito mal que cortei um pouco do pulso e que desmaiei. Charlie que ligou para a ambulância. Ele ficou lá no hospital comigo e quando entrou no quarto fui muito grossa com ele. E mesmo assim não foi embora. Daí eu expliquei pra ele o motivo de eu ter feito isso, então ele contou a história dele que foi pior que a minha. Por eu ter feito algo tão banal, agora ele nem olha mais na minha cara, nem fala mais comigo. E agora sabemos o porque ele fugiu. Por nossa causa.
_Então você pediu ao Charlie, antes dele saber a verdade, pra ficar aqui em nossa casa? Se eu conhecesse bem o Charlie, diria que ele te amava.
_Sim. E por quê?
_Ninguém sem conhecer direito deixaria morar na casa de um, digamos que estranho. Com certeza ele te amava, com certeza.
_Nunca tinha visto por esse lado. Ele me amava... E eu estraguei tudo.
_Faz parte. A gente erra. Errar é humano, mas persisti no erro daí é burrice.
_Nem sei se agora Charlie irá me perdoar. Nem sei.
_Olha, eu não conheço muito bem o Charlie, mas se fosse você, iria pra casa, pedia desculpas para seu pai e viveria a vida. Porque se você ficar desse jeito se lamuriando, aí que você pode entrar em depressão. Então a melhor forma de fazer com que Charlie olhe pra você novamente, é mudar. Mude a atitude, faça algo em que o Charlie irá gostar, em que ficará com cara de bobão apaixonado.
_Mas será que vai dar certo?
_Tenho certeza. Vive a vida. Ela é muito curta pra desperdiçar com bobagens. Falo por experiência própria, como você ouviu.
_Com certeza.
Tinna foi ao quarto, pegou sua mochila, colocou todas as suas coisas. Foi até a sala, deu um beijo no rosto do pai do Charlie, e na da Cynthia. Disse a ele:
_Muito obrigada. Desculpe por tudo.
_Eu que tenho que me desculpar. Pode vir aqui visitar a gente, ok? Será muito bem-vinda.
_Valeu.
Pra Cynthia, ela disse:
_Desculpe por tudo ok?- Tirou o cordão dela e a deu na mão da Cynthia. Falou que era pra cuidar bem e pra que possa lembrar sempre dela.
_Eu te agradeço também por ter me ajudado. Valeu mesmo. -E as duas abraçaram-se.
Nisso ela se despediu, deu uma olhada na casa e se retirou. Demorou algumas quadras para que ela chegasse em sua residência. Quando chegou, bateu na porta, seu pai disse quem era? E ela falou que era sua admirada filha envergonhada e desesperada por um abraço e um pedido de desculpas. Ele abriu a porta, ficou extasiado por tê-la visto e a abraçou tão forte que não queria nunca mais soltar. Ela sussurrou no seu ouvido algo como "Sinto muito, por tudo. Eu te amo tanto, não queria nunca ter te magoado. Aprendi uma valiosa lição". Ele abriu um largo sorriso, colocou-a no seu colo e a abraçou mais uma vez. E disse algo como"Eu devia ter te segurado, ter conversado melhor...E Eu também te amo tanto". E os dois começaram a chorar... De felicidade!
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